Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento

Em cinco anos, o CEPF apoiou projetos em seis direções estratégicas para cumprir seus objetivos de conservação no hotspot.

A estratégia de investimento no Brasil para o período 2016-2022 compreendeu 15 prioridades de investimento agrupadas em seis direções estratégicas, detalhadas no quadro abaixo. Ao longo de cinco anos, o CEPF investiu 8 milhões de dólares no Cerrado.

As ações de conservação prioritárias para o Cerrado evitaram ou minimizaram novas devastações, restauraram terras degradadas para a recriação da conectividade ecológica na paisagem e expandiram a rede de áreas protegidas.

O CEPF também apoiou ações dirigidas à conservação de seis espécies prioritárias terrestres e de água doce, as quais possuem planos de ação de conservação e aparecem listadas como ameaçadas na lista vermelha da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN). Estes investimentos se concentraram na implementação dos planos existentes.

Direções Estratégicas

Prioridades de Investimento

1. Promover a adoção das melhores práticas em agricultura nos corredores prioritários

1.1 Identificar e divulgar as tecnologias e práticas sustentáveis de produção no setor agropecuário para garantir a proteção da biodiversidade, a manutenção dos serviços ecossistêmicos e a segurança alimentar.

1.2 Promover a formulação e adoção de políticas públicas e incentivos econômicos para a melhoria das práticas de produção agrícola e pecuária, promovendo paisagens produtivas sustentáveis.

2. Apoiar a criação/expansão e a gestão eficaz das áreas protegidas nos corredores prioritários

2.1 Apoiar estudos e análises necessários para justificar a criação e expansão das áreas protegidas públicas, promovendo a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e a valorização da cultura local tradicional.

2.2 Promover a inclusão de indígenas, quilombolas e populações tradicionais existentes, respeitando e integrando os seus conhecimentos tradicionais, para o planejamento da conservação/restauração por parte do governo e da sociedade civil.

2.3 Incentivar a criação e implementação de áreas protegidas privadas (RPPNs) para estender a proteção legal em KBAs prioritárias.

3. Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hotspot

3.1 Apoiar o desenvolvimento de mercados e cadeias produtivas para produtos não-madeireiros sustentáveis, em especial para as mulheres e os jovens.

3.2 Promover iniciativas de capacitação, entre coletores de sementes, produtores de mudas e aqueles que realizam atividades de restauração, para melhorar as capacidades técnicas e de gestão e ampliar o uso de tecnologias ecologicamente adequadas de baixo custo na cadeia produtiva de restauração ecológica.

3.3 Promover a adoção de políticas públicas e incentivos econômicos para ampliar a escala e a eficácia da conservação e restauração de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs), por meio de sistemas produtivos melhorados que reforcem os serviços ecossistêmicos.

4. Apoiar a proteção das espécies ameaçadas no hotspot

4.1 Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat.

5. Apoiar a implementação de ferramentas para integrar e compartilhar dados sobre monitoramento para melhor informar os processos de tomada de decisão no hotspot

5.1 Apoiar a divulgação de dados sobre a cobertura vegetal nativa e a dinâmica do uso da terra, buscando maior confiabilidade e menores intervalos entre as análises e a tomada de decisão informada baseada em evidências.

5.2 Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

6. Fortalecer a capacidade das organizações da sociedade civil para promover a melhor gestão dos territórios e dos recursos naturais e para apoiar outras prioridades de investimento no hotspot

6.1 Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

6.2 Desenvolver e fortalecer as capacidades técnicas e de gestão de organizações da sociedade civil em matéria de meio ambiente, estratégia e planejamento de conservação, diálogo político e mobilização de recursos, em conformidade com os regulamentos e outros temas relevantes para as prioridades de investimento.

6.3 Facilitar os processos de diálogo e cooperação entre os atores públicos, privados e da sociedade civil para identificar sinergias e catalisar ações e políticas integradas para a conservação e desenvolvimento sustentável do Cerrado.

6.4 Disseminar informações sobre as funções biológicas, ecológicas, sociais e culturais do Cerrado para as diferentes partes interessadas, incluindo líderes da sociedade civil, tomadores de decisão e públicos nacionais e internacionais.