Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento

Em cinco anos, o CEPF apoiou projetos em seis direções estratégicas para cumprir seus objetivos de conservação no hotspot.

As Direções Estratégicas do CEPF Cerrado, para o período 2025-2026, estruturam o investimento no hotspot a partir de uma abordagem integrada de conservação da biodiversidade, fortalecimento territorial, justiça socioambiental e promoção das economias da sociobiodiversidade. Elas orientam os tipos de iniciativas apoiadas, priorizando soluções baseadas na natureza, o protagonismo comunitário e o fortalecimento da sociedade civil.

Direções Estratégicas

1. Promover a melhor gestão dos recursos hídricos

Esta direção concentra-se na melhoria da gestão dos recursos hídricos do Cerrado, reconhecendo o bioma como berço das principais bacias hidrográficas da América do Sul. Envolve o estímulo a práticas produtivas mais sustentáveis, a proteção de ecossistemas aquáticos e terrestres, o fortalecimento da governança da água e a adoção de estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Também promove novos arranjos financeiros e institucionais que viabilizem soluções baseadas na natureza.

2.  Apoiar a criação/expansão de áreas protegidas

Visa apoiar a criação, ampliação e consolidação de áreas protegidas, incluindo reservas privadas, territórios indígenas e áreas conservadas por povos e comunidades tradicionais. A direção enfatiza a gestão efetiva dessas áreas e de paisagens produtivas sustentáveis, bem como o aprimoramento do planejamento territorial e da integração da conservação da biodiversidade às políticas públicas e instrumentos de ordenamento do território.

3. Apoiar o investimento de pequenos e médios negócios e cadeias de valor sustentáveis

Foca no fortalecimento de pequenos e médios negócios sustentáveis e de cadeias de valor associadas à sociobiodiversidade do Cerrado. Busca gerar oportunidades de renda para povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais e organizações locais, alinhando conservação ambiental e desenvolvimento econômico. Inclui o fortalecimento da capacidade organizacional e gerencial para acesso a investimentos de impacto e financiamento para a conservação.

4. Apoiar a restauração dos ecossistemas que prestam serviços aos centros urbanos do Cerrado

Esta direção promove a restauração de ecossistemas estratégicos do Cerrado, especialmente aqueles que prestam serviços ambientais essenciais aos centros urbanos, como regulação hídrica e climática. Incentiva a reconexão das populações urbanas com o bioma, a adoção de soluções baseadas na natureza para enfrentar emergências climáticas e o fortalecimento de cadeias produtivas associadas à restauração, como a produção de sementes e mudas nativas.

5. Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies ameaçadas

Dedica-se ao apoio à implementação de Planos de Ação Nacionais para espécies ameaçadas de extinção, com ênfase na proteção e manejo de habitats críticos. A abordagem integra ações de conservação in situ, fortalecimento da gestão local e articulação entre atores institucionais e comunitários, reconhecendo o papel das comunidades na proteção da biodiversidade.

6. Reforçar a capacidade das organizações da sociedade civil (OSCs)

Tem como eixo central o fortalecimento institucional das organizações da sociedade civil que atuam no Cerrado. Apoia o desenvolvimento de capacidades técnicas, políticas e organizacionais, o trabalho em rede, a incidência em políticas públicas e a articulação com o setor público e privado. Esta direção também busca ampliar a participação das OSCs em agendas nacionais e internacionais de conservação e resposta às mudanças climáticas.